Em
pequenas ou grandes empresas, o problema pode acontecer
da mesma maneira: são apostadas todas as fichas
em um funcionário e, depois de algum tempo, ele
não corresponde às expectativas ou mesmo
opta por mudar de emprego.
Diante da verdadeira crise que
pode ser vivenciada nesta hora, dependendo da extensão das suas tarefas e da
sua função perante a equipe, são praticamente
obrigatórias algumas perguntas: tal fato poderia ser
previsto ou evitado? Como minimizar o efeito de ocorrências
como estas?
Gestão de talentos
Em primeiro lugar, a empresa deve ter consciência de
que tem feito um trabalho de desenvolvimento de seus talentos.
Isso significa identificar dentro do grupo pessoas com potencial
para o aprendizado, interesse pela atividade, boa postura
e perfil para o crescimento. Diante disso, é começar
a treiná-lo!
A tarefa, que num primeiro momento
parece simples, demanda tempo e esforço de ambas as partes: em relação à empresa,
muitas horas serão investidas neste projeto, que envolve
muito diálogo, observação e acompanhamento.
Já por parte do talento em questão, pode significar,
em algum momento, uma cobrança maior por resultados,
que na verdade tem apenas o objetivo de direcioná-lo
da melhor forma.
Pense no futuro
É
importante que a empresa planeje a trajetória de seus
funcionários. Isso significa apostar nos talentos
de hoje e nos de amanhã também! O trabalho
não é fácil, mas deve ser iniciado o
quanto antes.
Deve ser evitada, mesmo em empresas
pequenas, a estratégia
de depositar toda a expectativa e confiança em apenas
um membro de sua equipe. É preciso identificar novas
potencialidades e desenvolvê-las. Isso proporciona
aos funcionários chances de crescimento dentro da
empresa, aumentando o grau de motivação. Afinal,
responda: quem, no emprego, gosta de ficar parado na mesma
posição, sem chances de evoluir na carreira?
Focando-se nos talentos de hoje
e nas "promessas" para
o futuro, a empresa consegue realizar um planejamento melhor
do trabalho no longo prazo. Qualquer mudança súbita
em seu quadro de funcionários será melhor administrada
pela equipe, que se sentirá mais forte para superar
os momentos de crise.
De olho na liderança
E quando se pensa em talento, o que lhe vem à mente? É importante
analisar bem o perfil de seus funcionários, e isto
significa proximidade: acompanhar de perto o trabalho desenvolvido,
a forma como cada integrante do grupo encara os desafios
e soluciona problemas e, principalmente, sua relação
com a equipe. Tudo isso compõe a liderança.
Especialistas em Recursos Humanos
têm destacado a
mudança quanto à definição de
líder, que não deve mais ser vinculado somente
aos cargos de chefia.
Ser um líder, hoje, significa ser capaz de obter
bons resultados com a participação de outras
pessoas, ou seja, assumindo um papel importante na motivação
do grupo e na realização das tarefas, impulsionando
cada funcionário a dar o seu melhor, estimulando a
criatividade e a inovação.
Para isso, o envolvimento no
trabalho é característica
primordial neste novo líder. A sua paixão pelo
que faz contamina os outros da equipe que, sem qualquer necessidade
de pressão ou cobrança, serão conduzidos
aos resultados. Este é o ideal de qualquer grupo de
trabalho, ter espaço para desenvolver suas tarefas
sem se sentir oprimido com isso, certo?
Fator tempo
Pois bem, conhecidas as vantagens, é preciso que a
empresa esteja alinhada com os seus objetivos, ou seja, saiba
que está fazendo a coisa certa e que toda esta dedicação
tem um propósito, que demanda tempo e esforço.
Não se trata de perda, mas sim de investimento!
É necessário também preparar bem os
profissionais envolvidos nesta missão. Os que ocupam
hoje funções de coordenação,
por exemplo, devem acompanhar de perto o processo e precisam
ter perfil para isso. Identificar um talento em seu setor
não deve significar uma ameaça, mas sim a oportunidade
de compartilhar experiências e promover o aprendizado.
O exercício não é fácil e não
se resolve de um dia para o outro. Entretanto, o resultado
valerá a pena e é isto que se deve ter em mente.
Trata-se de uma troca, onde funcionário e empresa
precisam fazer sua parte. O trabalhador, correspondendo às
expectativas e encarando os novos desafios, e a companhia,
independente do seu porte, oferecendo ao novo talento elementos
que o motivem a apostar neste caminho!
Fonte:
Msn Empreendedorismo/Administradores (www.administradores.com.br)