A
valorização da criatividade e inovação aplicada ao negócio
Por
Maria Inês Felippe
Atualmente, e por questões de sobrevivência,
percebemos a grande demanda e o interesse pelo tema criatividade
e inovação. Segundo pesquisa realizada pela
Pricewaterhouse Coopers, publicada na Gazeta Mercantil os
profissionais mais valorizados são os realizadores éticos
e criativos. A criatividade favorece observar, enxergar o
que todos estão vendo, visualizando coisas diferentes.
Muitos problemas que percebíamos sem solução, com criatividade
começamos a perceber novas saídas. Outro aspecto interessante é que
não basta somente criar, gerar idéias, é preciso analisá-las
e implementá-las. Também podemos perceber a criatividade não
somente como um instrumento de soluções de problemas, mas também
como alavancagem de negócios e surgimento de novos serviços.
Identificamos durante os programas de criatividade que
realizamos, que na grande maioria, a importância de criar vem seguida de uma necessidade, problemas,
dificuldades e curiosidades ou a busca de estratégias para manter-se competitivo.
Constantemente somos chamados para trabalhos de treinamento
em criatividade e inovação e as empresas alegam ter programa de inovação,
citando como exemplo caixa de sugestões e percebemos que por trás
deste discurso há uma frustração, insatisfação,
pois nem sempre apresenta resultados, ou seja, os funcionários não
apresentam idéias realmente criativas e inovadoras que agreguem valor
ao negócio. Cabe ressaltar que somente este procedimento é insuficiente
para gerar resultados para a organização do ponto de vista de geração
de idéias, é preciso pensar em gestão de inovação
e não atos isolados.
Veja que interessante, podemos observar a criatividade
como habilidade indispensável
devendo ser cultivada tanto do ponto de vista pessoal como organizacional, especialmente,
neste momento da história que é marcada fundamentalmente por mudanças.
Qual a nossa participação: devemos preparar funcionários,
gestores para essa realidade, capacitando-os e potencializando-os no pensar criativo
a acima fortalecendo uma liderança criativa.Tais pessoas precisam estar
comprometidas e envolvidas com o negócio da organização,
serem autônomas, formar times de trabalho, ter visão do futuro,
estar em contínuo aperfeiçoamento e abertas para um novo pensar,
novas idéias. A atuação do Consultor Interno é fundamental
neste contexto.
Temos que perceber os programas de T&D como um processo global, devendo existir
uma visão de totalidade nos vários níveis de conhecimento
tais como: expressão sensorial, intuitiva, afetiva, racional e transcendental
e acima de tudo focado em resultados, ou seja e observar globalmente e agir localmente.
O estabelecimento de objetivos claros e precisos, é uma estratégia
fundamental para que os treinamentos possam ser vistos como investimentos e com
retorno garantido, aí sim podemos medir resultados.
Este
profissional deve agir como fornecedor interno, desenvolvendo
melhorias nos serviços oferecidos, bem como os adequando às necessidades
de seu cliente interno, identificando necessidades e propondo soluções
criativas ou até mesmo contratando Consultores Externos. Portanto, conhecer
a empresa, seu negócio, objetivos, competências críticas
e resultados esperados são fundamentais para a contratação
do Consultor adequado e será cada vez mais a sua prática habitual.
A visão de RH deverá estar voltada para o negócio da organização,
para os funcionários, assim como para o seu próprio comportamento,
portanto temos que ser criativos. A receita da competitividade permanente está na
capacidade de definir competências, estratégicas, assim como uma
organização voltada para o aprendizado e sua aplicação,
desenvolvendo ações que possibilitem a busca de outras alternativas,
saídas para antigos e novos problemas, desenvolvimento do pensamento criativo
,abertura para ações criativas , uma "learning organizacion".
A área de Recursos Humanos, junto com os gestores, tem uma grande parcela
de responsabilidade que é gerenciar e desenvolver a criatividade como
fator de competência, tendo claro a situação atual da organização,
identificar necessidades futuras, estabelecer planos de ação, e
corrigir os gaps. Surge assim, a necessidade de alterações em padrões
de valorização social e cultural, bem como das condições
de vida, pois somente dessa forma conseguiremos integrar as expectativas dos
empresários com as dos funcionários.
A requalificação dos funcionários para atender todas as
necessidades, aberturas às novas idéias, através de uma
gestão criativa, a quebra ou reformulação dos modelos mentais
entre outras necessidades é o grande desafio. Devemos entender a competência
criativa, como capacidade de agregar valor ao negócio, através
do patrimônio pessoal, estimulando tanto o desenvolvimento pessoal, quanto
o grupal e empresarial.
A objetividade é um traço
criativo e abrange a capacidade de: